Municípios de Montanha
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Pampilhosa da Serra

  • Ponto mais alto 1419m Pico da Serra de Cebola (Serra de xisto mais alta do país)


  • Sede do concelho 421m.
  • Ponto mais baixo 323m Padrões

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      A vila de Pampilhosa da Serra é sede de um concelho que ocupa uma área de 396 Km2, distribuídos por dez freguesias: Cabril, Dornelas do Zêzere, Fajão, Janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Pessegueiro, Portela do Fojo, Unhais-o-Velho e Vidual.      Este concelho é o segundo maior do distrito de Coimbra e é o único a pertencer à província da Beira Baixa. Dista cerca de 85 Km da capital de distrito (Coimbra) e 70 Km da capital de província (Castelo Branco). Como vizinhos o concelho de Pampilhosa da Serra conta com Arganil (N), Oleiros (S), Covilhã (NE), Fundão (SE), Góis (NW) e Pedrógão Grande (SW).      A partir da década de 60 o concelho de Pampilhosa da Serra viu partir muitos dos seus conterrâneos para os grandes centros urbanos do país e do estrangeiro. Esta forte migração explica a baixa taxa de população residente no concelho que, de acordo com os Censos de 1991, se traduz num total de 5797 habitantes. Este valor diminuiu para 5220 habitantes, nos Censos 2001. Pampilhosa da Serra é um concelho de montanha, situado na Cordilheira Central, entre a Serra da Estrela e as Serras do Açor e da Lousã. As principais vias de comunicação são a E.N. 112, que liga Coimbra a Castelo Branco, e o I.C. 8, que liga a Figueira da Foz à fronteira de Segura.      O concelho é banhado a norte pelo rio Ceira, no centro pelo rio Unhais, que atravessa a vila, e a sul pelo rio Zêzere. Nestes três cursos de água foram construídas as barragens hidroeléctricas do Alto Ceira, no rio Ceira; de Santa Luzia, no rio Unhais e do Cabril, no rio Zêzere. Esta última fica já no concelho de Pedrógão Grande, mas a sua albufeira pertence ainda ao concelho de Pampilhosa da Serra.      Esta região oferece a quem a visita cenários magníficos e de grandes contrastes. Os vales fundos rasgados pelos rios Ceira, Unhais e Zêzere alternam com os grandes picos, umas vezes abruptos e rochosos outras vezes suaves e cobertos de um manto rasteiro de vegetação.

      Gastronomia
      A economia de um concelho de montanha, como o de Pampilhosa da Serra, está necessariamente ligada à floresta e a uma agricultura de subsistência. Neste contexto, a gastronomia surge como a materialização do que se produz na região, reflectindo o modo de vida sui generis das gentes serranas. Nas aldeias recônditas do concelho subsiste uma riqueza gastronómica constituída por pratos autênticos, que perduraram ao londo dos tempos e passaram de geração em geração.Habituadas a uma vida árdua e difícil, as gentes da serra diferenciavam, noutros tempos, a alimentação quotidiana da alimentação dos dias de festa. Por isso, os pratos variavam de acordo com as ocasiões.Na quadra do Natal imperam a Couvada, a Chanfana, as Filhós, os Sonhos de Abóbora, as Fatias, o Arroz Doce e as Castanhas com Leite. Na Páscoa, as iguarias são outras: reinam os Maranhos, o Cabrito Assado, a Truta de Escabeche, o Pão Leve e o Bolo de Mel. Por altura das Festas Religiosas saboreiam-se novos pratos, a começar pelo Caldo Verdem ou não fosse ele encorpado com a couve serrana, o Cozido à Portuguesa, o Bucho, a Tigelada e o Bolo de Azeite. Durante o ano, os pratos típicos mais usuais são a Sopa de Feijão Verde, a Sopa de Couve Serrana, a Sopa de Botelha, os Carolos, a Tiborna, a Bôla e o Caldo de Castanhas. A par destes pratos, que dia a dia alimentam este nobre povo, não pode ser esquecido o queijo de cabra, fresco ou curtido. A escolha, essa fica ao critério de cada um!

      Artesanato
      O artesanato que se faz no Concelho de Pampilhosa da Serra utiliza materiais da região, de onde podemos destacar:-      Trabalhos em madeira (ex. miniaturas de Santos Populares); -      Reprodução miniatural de ofícios tradicionais da região, costumes e manifestações culturais tradicionais (ex. o sapateiro, os serradores, a matança do porco, o esquife, os malhadores, o baile mandado...); -      Os trabalhos em torga, obras feitas a partir das raízes de Ervedeiro, são um desafio à imaginação dos artesãos;-      A tecelagem, trabalhos feitos no tradicional tear (tapetes e mantas) e trabalhos em linho, que têm sabido manter e reviver a arte da tecelagem;-      Trabalhos em pedra rolada do rio e em xisto, com a reprodução de casas tradicionais.

      Locais a visitar

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