 Chaves
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Ponto mais alto 1083m Valagrande situado entre a Freguesia de Mairos e Travancas.
: Local bastante montanhoso, onde predomina uma extensa área de Pinheiros.
- Sede do concelho 350m.
Ponto mais baixo 346m Situada na Freguesia da Madalena, faz parte do perímetro da cidade. Nesta zona está instalada uma Área comercial, Escola do 1º ciclo. Contudo, este ponto é propenso a Cheias, tornando-se por isso durante o Inverno, num ponto crítico.
- Habitantes acima dos 700m 5573.
- Lugares acima dos 700m 48.
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Chaves é um dos seis concelhos da região do Alto Tâmega situado no distrito de Vila Real. A sede de concelho é a cidade de Chaves , a qual dista cerca de 64 km da capital de distrito Vila Real e fica a oito km da fronteira com a Espanha. Confina a Norte com a Galiza - Espanha, a Este pelos concelhos de Vinhais e Valpaços, a Sul pelos concelhos de Vila Pouca de Aguiar e a Oeste pelos concelhos de Montalegre e Boticas. O Concelho abrange uma área de 600,12 km², é composto por 51 freguesias e nela residem 43.667 habitantes concentrados, fundamentalmente, na cidade e nas aldeias limítrofes, atingidas por processos de peri-urbanização e rurbanização. Tem uma densidade populacional de 68,12 habitantes por km 2 e, nos últimos anos, a população tem crescido um pouco(6,7%). Segundo os resultados obtidos nos Censos de 2001, a população do concelho de Chaves encontra-se repartida da seguinte forma: 6269 entre os 0 e os 14 anos, 6251 entre os 15 e os 24 anos; 22511 entre os 25 e 64 anos; e com mais de 65 anos registam-se 8636 idosos. Quanto ao clima, durante o Inverno, a coluna mercurial do termómetro desce mais do que nas cidades e praias do litoral, sem contudo chegar a haver os frios rigorosos de Barroso e da Serra do Marão. Durante o Verão, o mercúrio do termómetro sobe mais do que no litoral, mas não chega a haver os calores sufocantes como no Douro. Entre Dezembro e Janeiro a temperatura varia entre os 6 e os 8 graus centígrados, de Março a Junho varia entre os 20 e os 30 graus. Estudos realizados nesta matéria concluíram que a temperatura raramente desce aos zero graus. Esta região não está muito exposta a grandes e frequentes ventanias, registrando-se algumas no princípio da Primavera e do Outono, a altura pluviométrica atinge os 890 mm., e são bastante frequentes as geadas, que às vezes, em Dezembro e Janeiro, chegam a tomar o aspecto de nevadas. Fora da cidade de Chaves assume relevo a formosa vila de Vidago, que constitui um espaço de centralidade infra-concelhia, pois presta vários serviços aos aglomerados próximos, possuindo também importantes equipamentos hoteleiros e algumas das mais importantes fontes de água mineral do país (Salus, Vidago e Campilho). Os espaços mais marcados pela ruralidade, aparecem à medida que se deixa o vale e se inicia a caminhada ao longo das encostas em direcção às terras altas, pois tendo o vale posição central no território concelhio é dominado por relevos graníticos e xistosos em seu redor, atingindo estes os 1000 metros de altitude. Esta configuração do relevo está muito ligada à diversificação dos aspectos da paisagem, imprimindo-lhe cambiantes magnificas pelos contrastes que origina no coberto vegetal e pela acentuação dos rigores do clima na serra. Foi da montanha que se assistiu nos últimos 50 anos a uma saída de residentes para o centro urbano e para outros países, principalmente europeus. Nos campos ficaram os mais idosos, penalizando o rejuvenescimento da população. A cidade tem assim, crescido quer em extensão, quer populacionalmente, fruto das suas potencialidades com claro destaque das caldas de Chaves e correspondente apoio hoteleiro e oferta turística, sendo a segunda estância termal do país, recebendo anualmente mais de 7000 aquistas. Chaves assume um posição estratégica no contexto do Noroeste Peninsular reforçada pela confluência de importantes vias rodoviárias internacionais. O Vale de Chaves ocupa uma área de 25 km² ou 2500 hectares. Tem cerca de 8,5 Km de comprimento e cerca de 3 km de largura. Vai desde a Ponte de Arcossó até à Povoação de Pereira de Veiga. É banhada pelo Rio Tâmega, aliás quase todo o vale fica situado na sua margem esquerda e delimitada por montes e serras. A leste defronta-se com a Serra do Brunheiro (919 metros) e com a terminação setentrional da Serra da Padrela; a oeste limita-se com uma série de pequenas elevações de terreno, que servem de alicerce à Serra de Bustelo, a qual por sua vez, serve de contraforte à Serra do Larouco e ao planalto de Barroso. A norte está a Serra de Mairos que se expande para Espanha atingindo aí 1083 metros e a Sul está separado pela Ribeira de Oura por um conjunto de colinas que se prendem ao Brunheiro, no lugar de Peto de Lagarelhos. |
Gastronomia |
O verdadeiro ex-libris de Chaves é o famoso presunto, que acompanhado com um bocado de pão centeio e um copo de vinho da região proporciona uma boa refeição. Mas são igualmente apetitosos os enchidos: as alheiras, o salpicão, as linguiças e as chouriças, tudo feito com carne de porco, que deve ser criado em casa e alimentado com poucas rações para, posteriormente, se obterem produtos mais caseiros e genuínos. Quer o presunto, quer os enchidos são secos e curados ao fumo das lareiras e são ingredientes fundamentais para a confecção do Folar de Chaves, uma especialidade culinária deste concelho, tal como os famosos Pasteis de Chaves, uma espécie de folhados com carne picada no interior. Quanto aos peixes, os mais típicos são os peixes do rio, nomeadamente as trutas que são geralmente recheadas com presunto. Mas há outros da cozinha regional que merecem ser aqui destacados, como o cabrito estufado, a feijoada e o cozido à transmontana, os milhos e as rabanadas. |
Artesanato |
A 6 km de Chaves situa-se Vilar de Nantes, conhecida pelos seus utensílios em barro preto. Panelas de barro, cafeteiras, vasos, púcaros e talhas são alguns dos utensílios feitos pelos oleiros de Nantes, que durante muito tempo viveram com os rendimentos que daí provinham. A matéria prima era recolhida no subsolo desta zona da Veiga, geralmente durante o Verão, para depois ser deixado ao ar livre a secar. Era amassado e uniformizado e depois moldado com as mãos e a ajuda de um artesanal giratório, dando forma ao objecto pretendido. Nessa altura era posto a secar ao sol e depois levado a cozer num forno a lenha, mas que chegava a atingir os 700º graus centígrados. Embora a matéria prima tivesse uma cor clara, os oleiros na altura de cozer utilizavam uma giestas verdes, que ao arder faziam muito fumo e davam uma cor mais escura ao barro.Os cestos, também de Vilar de Nantes e as mantas de Soutelo são outras peças importantes do artesanato produzidas pelas mãos desta gente flaviense. |
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