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ANMP e FEMP tiveram encontro inédito em Coimbra

Municípios portugueses e espanhóis defendem
posições comuns perante instituições europeias

- Quatro grupos de trabalho para as matérias de infraestruturas, comércio, turismo, cultura, fundos europeus e cooperação transfronteiriça

 

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A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Federação Espanhola de Municípios e Províncias (FEMP), organizações representativas dos Municípios portugueses e espanhóis, tiveram, quarta-feira, 7 de junho, um primeiro encontro de trabalho em que definiram posições e medidas que, a médio prazo, pretendem apresentar conjuntamente junto das instituições europeias.

O encontro, decorrido no Convento São Francisco, em Coimbra, “esperado há mais de 30 anos”, conforme declarou o presidente da ANMP, Manuel Machado, foi “excecional”, como sublinhou o presidente da FEMP, Abel Caballero, que também considerou esta reunião como o primeiro passo para “a defesa comum de posições”, entre Portugal e Espanha, mas também outros países da Europa mediterrânica, como a Grécia ou a Itália.

Os autarcas portugueses e espanhóis concordaram em criar grupos de trabalho com grandes linhas de ação, designadamente infraestruturas e grandes redes de comunicação; comércio, turismo e cultura; fundos europeus e cooperação transfronteiriça. O objetivo é criar uma Europa que, ao invés do modelo Brexit, seja “unida e forte”, sublinhou Abel Caballero, assente num “caminho conjunto”, acrescentou Manuel Machado.

O presidente da FEMP, a quem, na conferência de Imprensa do final do encontro, o presidente da ANMP deu a palavra para a síntese, explicou que, a partir de agora, é tempo de procurar soluções conjuntas para os problemas e aspirações comuns.

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Abel Caballero especificou que serão criados quatro grupos de trabalho. Um para as infraestruturas e grandes redes de comunicação, porque “na União Europeia pensam que não deve haver mais fundos europeus para Espanha e Portugal, porque consideram que as estradas estão todas feitas” e é preciso mostrar-lhes que “essa é uma ideia errada”. Outro para o comércio, turismo e desenvolvimento cultural, porque, em seu entender, “é preciso fazer uma reflexão conjunta para ver o que pode ser feito em comum”.

A cooperação transfronteiriça terá também o seu grupo de trabalho pois, como frisou, é necessário que “as fronteiras [entre Portugal e Espanha] desapareçam completamente”.Os fundos comunitários pós 2020 terão outro grupo de trabalho para levar por diante uma posição conjunta face a estes fundos, muitos dos quais, como sublinhou, “não são executados” e podem ser “bem executados pelos Municípios portugueses e espanhóis que são excelentes executores de fundos europeus, aliás, de todo o tipo de fundos”.

A ANMP e a FEMP vão continuar estes encontros, nos dois países ibéricos, unidos no objetivo de “levar adiante o máximo de caminho conjunto numa nova Europa, numa Europa anti brexit, uma Europa unida e forte, em marcha conjunta.”

Neste primeiro encontro, participaram, além dos respetivos presidentes da ANMP e da FEMP, membros do Conselho Diretivo da ANMP e uma delegação da FEMP constituída por presidentes de Províncias e Municípios, membros da Junta de Governo da Federação, Alcaides, o vice Presidente do Conselho de Municípios e Regiões da Europa e o vice Presidente europeu de Cidades e Governos Locais Unidos